navegar pelo menu


Sugestão: Leia ouvindo:" Encontros e Despedidas" – Milton Nascimento & Lô Borges

A gente sente.
Sente quando a presença vira detalhe, quando o olhar já não carrega o mesmo afeto. Há silêncios que não são pausas — são despedidas disfarçadas. Um jeito sutil de dizer que já não se pertence mais ali.

Em algum momento, eu sei que você tentou.
Tentou preencher os vazios, colar os pedaços, manter firme o que, no fundo, já queria escapar. Mas chega a hora em que a gente entende: ninguém some sem motivo. Ninguém se afasta por acaso. E quem ainda faz questão, não silencia.

O silêncio, às vezes, é um aviso.
É um afastamento que vem devagar, nas respostas curtas, no olhar ausente, na distração que antes não existia. É o interesse que esfria sem explicação, é o tempo que demora para responder, o riso que já não vem fácil, a presença que, mesmo perto, parece longe.

Tem silêncios que gritam o que a gente tenta não escutar:
que algo mudou,
que o fim começou,
que alguém está partindo — ainda que fique.

E dói.
Dói porque a gente tenta segurar, tenta remendar com palavras, gestos, insistências. Mas é preciso aceitar: amor que precisa ser mendigado não é amor recíproco. Presença que precisa ser cobrada não é companhia.


 Às vezes, são as circunstâncias mais inesperadas que levam às conexões mais maravilhosas. É quando há uma chance em um milhão de duas pessoas se encontrarem, mas de alguma forma vocês dois se encontram e percebem o quão incrível é o universo e como ele não comete erros.

É quando vocês dois precisam um ao outro, as aventuras acontecem com muitos dias ao sol e sorrisos sinceros. Seu coração pode estar vazando de uma ferida que demorou um pouco para cicatrizar de uma traição anterior quando outra alma aparece e, de repente, você se sente um pouco melhor, um pouco mais aliviado.

Uma aura de paz toma conta de você. Mas a beleza de algumas conexões é que essa nova pessoa te conhecerá mais em pouco tempo do que a maioria. A razão de vocês dois entrarem na vida um do outro torna-se aparente quando a vibração de suas memórias se mistura em uma névoa de brilho.

Você saberá que é diferente desta vez, quando o beijo de vocês permanecer em seus lábios durante um encontro inesperado. Quando você não consegue parar de pensar nas mãos deles segurando as suas. Mas não se trata apenas do físico e da quantidade palpável de química que consome vocês dois. A energia de vocês trará a melhor versão de você.

Você não sentirá uma sensação avassaladora de urgência ou agitação. Tudo vai ser apenas... calmo. Você não ficará ansiosa enquanto espera. A presença dele será calorosa e genuína. E na maioria dos casos, a entrada dele em sua vida será resultado de uma história linda e maluca, quase inexplicável. Um turbilhão de eventos tão louco que você nem consegue mencionar. Chame isso de coincidência.

Chame isso de destino. Tudo em que você acredita. Mas, no fundo, você saberá que estava destinada a acontecer: uma chance em um milhão de conhecer essa pessoa e ser grata todos os dias por isso.




A gente se apaixona mesmo pela forma como nos tratam, pelo carinho inesperado, pela mão que nos agarra e pelo jeito com que a pessoa nos abraça. A gente se apaixona pelo tom da voz quando o outro fala bonito, pelos olhos que também comunicam, e pelo silêncio que traz conforto e alívio. Paixão é algo mesmo simples, mas quando chega, ela nos toma por completo. A gente se apaixona pela gentileza, pela atenção, pelas atitudes que provam que nós somos verdadeiramente importantes para aquela pessoa. A gente se apaixona pelo respeito que nos é dado. A gente se apaixona quando sente que aquela pessoa nos quer ver bem, quando sabemos que ela quer nos ter em sua vida, e o mais importante: quando ela demonstra isso. A gente se apaixona quando sente que aquele alguém quer caminhar ao nosso lado, quer deixar o passado para trás e construir um futuro ao nosso lado. A gente se apaixona quando alguém entra na nossa vida com vontade de ficar, e nos dá mais certezas do que dúvidas. A gente se apaixona quando o outro olha para nós com orgulho de nos ter conhecido, com orgulho naquilo que somos, e naquilo que pretendemos ser. A gente se apaixona quando sabe que o outro só tem olhos pra gente, quando sabe que o outro nos quer a nós e apenas a nós, e que sente a nossa falta quando não está ao nosso lado. A gente se apaixona quando a pessoa nos faz perder a noção do tempo, quando ela nos causa arrepios. A gente se apaixona quando a pessoa, mesmo no silêncio, sabe escutar-nos. Não há paixão apenas pelo status, isso são apenas aparências. O modo como nos tratam vale mais que qualquer riqueza.