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“Amor não se implora, é uma pena!”




Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa
Ele sabe, ele sabe.

Você me faz perder a razão. Me faz implorar, aos prantos, pra que Deus me ajude, me segure. Porque sozinha eu já não aguento. Eu queria gritar, mas aí, eu lembro que você não tá aqui pra ouvir. Minhas olheiras tornaram-se tão rotineiras que ninguém repara mais. Se tornaram parte de mim. E minha fisionomia cansada é minha fisionomia natural. Eu passo o dia inteiro com esse vazio inexplicável no peito. E só quem sente, entende, que ele é real. Não é metáfora. Não é apenas poesia. Ele existe. E dá pra sentir rasgando tudo por dentro. O choro entalado, querendo sair. E só quem pode curar é você. E você tá distante a tanto tempo, que sua ausência se tornou quase sólida. Eu quase posso tocá-la. Em cada canto que eu olho, tem um pouco de você. Em todo lugar, eu acho um pouco de ti. Em cada pessoa, eu vejo um movimento seu. Em cada risada, eu escuto teu entonamento. Isso tá me enlouquecendo aos poucos. Tá machucando, rasgando. Sua falta tá judiando. Chorar não alivia nada. E da vontade de implorar que você volte. Implorar que me ajude. Que me salve… Mas como diz Tati Bernardi: “Amor não se implora, é uma pena!” É uma pena mesmo… Porque só seu amor pode me salvar agora. Eu tô em queda livre num despenhadeiro de mil metros, meu amor.

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