navegar pelo menu

O Coração da gente.


Hoje de manhã olhei para dentro do meu peito e, diante de tantas versões improvidas, ensaiadas, planejadas de mim mesmo, diante de tantas expectativas criadas, sonhos que projetaram em mim, não me reconheci. Não me vi nem no emaranhado de pensamentos que vagavam perdidos em minha cabeça, nem no reflexo do espelho. Nada ali era eu, só a vontade de ser, de voltar a ser, de deixar de ser tudo que, até agora, era.

Às vezes, o coração da gente manda sinais, pistas, emite alertas de que já não aguenta mais, de que é hora de voltar atrás e recomeçar. Do zero. Desde o ponto em que nós nos afastamos da nossa essência. É que, assim, veja bem, existem caminhos menos dolorosos, mais fáceis para sermos qualquer coisa. Nossa tendência natural é buscar sempre atalhos, trilhas, pegadas de outras pessoas para que a nossa jornada seja menos trabalhosa.

Às vezes, o coração sussurra: é hora de recomeçar. A gente não entende bem, não sabe como, mas tem certeza de que precisa atender ao pedido. Na verdade, não é necessidade, é obrigação de ouvir aquele chamado. Porque o coração da gente é como uma bússola que, volta e meia, nos aponta o norte certo. O norte diferente daquele que o mundo ou até mesmo as pessoas que amam a gente pensaram que era correto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Qual é a sua intenção?

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial