Calcinha ao lado e beijos intermináveis, no banco de trás do carro a gente se devora, se ama nos despimos de toda a nossa vaidade; não precisamos dela por agora. No nosso íntimo, colecionamos situações e momentos que para muitos são pecados, mas tudo bem, só não deixamos de nos amar intensamente. No nosso sexo não há desculpas, medos ou hesitações, somente vontades a serem realizadas. E realizamos todas elas sem receio do usar do corpo e do gemer do coração. Eu gosto de tapas de mão aberta, de marcas que eternizam temporariamente a textura das mãos, de beijos que borram o meu batom e as saudades passadas; eu gosto que ele me chame do que quiser. Eu gosto que ele puxe os meus cabelos como quem domina um animal selvagem; eu gosto quando estou rindo, entregue, totalmente desnorteada e feliz. Se eles soubessem a parceria linda que críamos. Eu o desejo não unicamente por ser safado ou gostar de transar no banco do carona, mas sim, por admitir com lealdade as suas aptidões. Ali, somos de verdade, podemos ser o que quiser ser, No nosso sexo há verdade, há um bocado de pureza, mesmo que sejamos igualmente sujos. Somos uma mistura de histórias, somos todos os nossos traumas que acumulamos no decorrer da vida. Mas antes de qualquer adjetivo, somos um distração leve e descomplicada da vida.

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