Eu poderia me apaixonar por qualquer cara no mundo inteiro, mas eu escolhi você porque, bem no fundo, as suas paranoias são iguaizinhas às minhas. E todos esses defeitos que eu tanto odeio são apenas detalhes. Quer saber? O que importa, na verdade, não é o quanto você seja meio estranho, meio louco, meio ‘de lua’, sei lá, não saberia descrever; o que importa, de verdade, é o quanto você mexe comigo. E, sendo mesmo muito sincera, você mexe muito. Me revira, aliás. E a verdade é que eu adoro.
Desde então, bateu uma vontade de te escrever, qualquer coisa, sei lá. Algo que você não possa ler ou que, se ler, não vá se identificar. E, nisso estou aqui, tentando escrever ao menos uns trezentos caracteres pra alguém que, da vida, não sei nem um parágrafo completo de quarenta e oito.
Tudo SÓ porque nunca tinha encontrado olhos como os teus – tão comuns.
“
Que o teu afeto me afetou, é fato”, embora eu pouco saiba de ti e vice-versa. Quem sabe um dia... Por enquanto, só sei dos teus olhos, das minhas vontades e da ansiosa espera de te encontrar por aí, talvez.
Ele é tudo que eu sempre esperei num tipo que eu nunca quis.
Sem mais parágrafos. Sem nenhum porquê. Sem nenhuma razão de ser, apenas por sentir. SÓ por sentir.