Eu sei que é simples. Tem gosto de ''ficar em casa deitado na cama com preguiça do resto do mundo'', sacou? De achar suficiente. Bastante. Bonito, cheiroso e gostoso, rá. Mais surpreendente é essa vontade de sentir baixinho, quase sussurrando, e beeeeeem de-va-gar. Não tem urgência. Eu não quero ''gritar pro mundo inteiro ouvir'' e nem mostrar pra todo mundo ver. Quero aqui dentro, guardado, fechado, em mim, calado.
Sabe quando o sonho é bom e tu não pode contar senão ele não acontece? Pois é.
Tem dia que eu duvido. Paro e penso que não era assim, tudo isso. Que as coisas andam normais, que aquele pessoal ali do lado parece muito mais feliz que eu... Não demora cinco minutos, e eu lembro de sorrir. Lembro de sentir, e tudo fica ainda mais forte. Você tem todo o direito de pensar que eu tou maluca.
Cara, eu acho sacanagem sentir isso. Porque é bom pra caralho, mas não da certeza. Oscila. De vez em quando dói e ainda assim continua bom. Queria um nome pra isso, uma forma de fazer você entender. Ou eu mesma, já que não entendo.
Já pensei em dizer que te amo. Mas eu não sei. É, cara, não sei. Talvez amar seja tão simples que quando a gente ama nem sabe se chama isso de amor. Porque não é igual na novela e muito menos nas canções. Acho que é quando a gente simplesmente não precisa de alguém pra se sentir feliz, mas quer. Porque prefere,sabe? Ou quando a gente sente alegria, sente vontade, sente e pronto!
Esses dias eu li Jaya e ela dizia assim: ''Agora olha, Maria. Acho mesmo é que amor, amor é acostumar''.
E cá entre nós, moço, do jeito que eu ando feliz, eu acho que posso até me acostumar...

Que delícia de texto. De sentimento. De confusão. Não tem no mundo confusão mais deliciosa que essa. E a gente não quer nunca resolver, né?
ResponderExcluirCarolinda, saudades que eu tava de te ler. Do teu tom. Lindo, como de costume.
Cheiro.