Fecho os olhos e sinto tua respiração quente ao tocar meus lábios, tua barba por fazer me arranha levemente a face, deslizando da orelha ao pescoço, o que me faz arrepiar suavemente. De olhos abertos, mergulho no mar dos teus, que hoje brilham feito céu estrelado, reluzindo feito a lua nas águas verdes dos mares. Teus dedos embrenham-se pelos meus cabelos, descendo até a nuca, em um toque carinhoso e pretensioso que me faz viajar. Teus braços fortes me enlaçam em um ninho de proteção e desejo e eu sinto teu coração bater acelerado junto ao meu, num compasso não ritmado, mas completo. É quando não te pertenço que me sinto tua, e é só quando sou tua que me reconheço de verdade. Gosto da curva maliciosa que se faz no teu sorriso e da combinação contrária dos teus cabelos tão escuros que caem desalinhados por entre teus olhos castanhos claros. Gosto quando chega sem avisar, envolto num sorriso e braços largos. Gosto, especialmente, quando chega.
Abri os olhos, o dia continua ali a me desafiar. O sol, que vem e vai embora todos os dias, ficou ali pra me mostrar que as coisas lindas, para serem lindas, precisam mesmo ser finitas. E que a finitude se perde no infinito das lembranças para que exista a saudade, para que a gente eternize essas coisas tão lindas que, mesmo tendo fim, continuam sua história dentro de nós.

É duro de aceitar que tudo mesmo é finito, e por isso que a vida é vida. Mas vamos seguindo!
ResponderExcluirQue intensidade de texto, viu moça?!
Abraço!!
Cheio de sentimento, de intensidade, de emoção marcante. É sempre a saudade a nos apertar, de algo, de alguém, de vivências inteiras, com paixão. A vontade sempre retorna, os olhares nos trazem o sabor dos dias de ontem. Alma quer paz, conforto, sossego, de novo. Mas nem sempre é possível, mesmo que embora tudo pareça infinito.
ResponderExcluirBeijo Carolzinha!!