É mentira que você se perdeu de nós, que nessas idas e vindas do tempo você deixou tudo pra trás e que também ficou pra trás.
O que sei é que você mente, como talvez eu também minta, pra se proteger, pra tentar esquecer, fugir, não pensar, pra não aceitar reviver cada detalhe bonito que restou, aos pedaços, da nossa história.
Caminhamos de mãos dadas, afrouxando o aperto algumas vezes. Tropeçamos e andamos meio tortos. Buscamos e vivemos a tal da felicidade a gosto, com gosto e a contragosto, em meio a risadas e choros, verdades e mentiras e uma pitada de amor e paixão na intensidade máxima de tudo que nos permitimos sentir.
É mentira toda essa desculpa de que ‘não deu’, é mentira que não existem mais incertezas. Não importa quantos fins tenham sido colocados até aqui, a verdade é que os borrões se amontoam pelo quarto e a minha saudade tem o teu nome. Porque o que importa de verdade não é o andar de mãos dadas, é o que a gente carrega no peito. É o que fica, é o que vale, pra vida toda dentro da gente.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Qual é a sua intenção?